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Resenha: Mulheres que não sabem chorar - Lilian Farias


OLá meus amores, finalmente mais uma resenha haha, já faz algum tempinho que li esse livro, ms estava em semana de provas na faculdade e tive dificuldades na elaboração da resenha pela falta de tempo, mas cá estamos para falar desse maravilhoso livro dessa nossa autora parceira... Vamos lá


Título: Mulheres que não saber chorar
Gênero: Literatura Nacional - Feminismo, LGBT, Romance, Drama
Autor(a): Lilian Farias
Páginas: 207
Editora: Giz Editorial
Ano de publicação: 2014
ISBN: 978-858-270-065-5
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Avaliação:
Sinopse
A vida de Marisa é regida pelo controle. Seja à frente do seu trabalho ou da vida dos filhos, ela é racional, mantendo-se sempre fria, um ser à parte das banalidades, cuja única preocupação é ser um exemplo. Olga é sua antítese. Sentimentos à flor da pele, dor flagelando a carne, pensamentos embaçados pelo esquecimento proporcionado pelo álcool. Sozinha, preocupa-se em apenas ser, em um mundo cercado por fatos que não reconhece mais como seus. Enquanto isso, Ana e Verônica esbarram com o acaso.

Duas senhoras solitárias, vizinhas e antagônicas. Será que um dia alguém acharia que poderiam viver em paz? Mais ainda, será que poderiam se apaixonar? Duas jovens livres e independentes. O que as impede de ficar juntas? 

Mulheres que não sabem chorar é mais que uma história de amor entre iguais. Junto a estas personagens tão humanas, o leitor vê-se despido dos preconceitos, pudores e medos. Ora crua, ora poética, a trama nos obriga a enfrentar o espelho e se ver como nunca imaginou antes. Pois ao mergulhar neste romance, o que fará você pensar não é a forma como vê o amor, mas sim a forma com que ele se volta em sua direção. Esteja preparado.
                             
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Mulheres que não sabem chorar conta a história de Olga e Marisa, duas mulheres que sempre tiveram uma péssima relação, as duas eram vizinhas e realmente se odiavam, Marisa, fazia de tudo para infernizar a vida de Olga, até a guarda de sua filha a fez perder.
"Vivemos por décadas numa sociedade machista e, de contraponto, nasce o movimento feminista para, quem sabe, equilibrar as coisas. Para um dia não nos degradarmos nos rótulos."

Marisa é uma mulher bem sucedida, mãe de dois filhos e amante das flores, possui como vício o cigarro, enxerga no vício o direito da liberdade. Olga é separada, mora sozinha, sofre terrivelmente com o alcoolismo. Mas determinada a realizar o desejo de sua filha, luta contra esse seu vício com todas as forças, mas não é tão fácil viver sem ele, alias ela precisa beber para esquecer todas suas angustias, até que certa noite algo terrível lhe acontece e marisa a socorre, desde então, começa a surgir uma certa amizade, com muitos desejos ocultos.
Quando a gente vive com medo, tudo é pretexto para repudiar o novo. Nós nos proibimos e nos machucamos sem sequer ter experimentado. - Pág. 35
No meio da história dessas duas mulheres, surge Ana, ela é uma jovem adulta, independente que gosta de fazer trabalhos sociais e ajudar o próximo, porém ela se afasta da mãe e do irmão e evita o pai ao máximo. Motivo? Só será revelado na conclusão da estória. É apaixonada por Verônica que é caixa no banco que frequenta e que já viu algumas vezes em um parque que costuma ir, porém verônica já é casada com uma linda mulher, o que faz Ana evitá-la ao máximo.
Algumas cargas, só as mulheres compreendem. E quando uma mulher chora aliviada, o universo também sente. Outras mulheres também sentem. - Pág. 184
O livro vai intercalando a história dessas quatro mulheres, cada capítulo (que possui nome de flores) vai relatar a vivência de cada uma delas, e mostrar como essas simples histórias podem se misturar, e trazer resultados diferentes do que esperamos para vida de ambas.
Duvidam muito das mulheres, fazem piadas e nos chamam de sexo frágil. Mas quem já experimentou a força de uma mulher ferida sabe da dimensão da nossa astúcia.”
O livro é bem impactante, pois mostra a realidade de muitas mulheres que sofreram com o preconceito e o machismo dos dias atuais, e as condições absurdas a que foram expostas, algumas pela família não aceitar sua orientação, e outas por não se aceitar, por isso, fiquei com um pouco de raiva de Marisa, mas no final acabei “entendendo” sua atitude.
Na realidade, homens e mulheres são machistas e homens e mulheres sofrem com isso.” 
O livro me veio em ótima hora, pois estou realizando um trabalho sobre o tema relatado, apesar de ser o primeiro livro LGBT que eu leio, amei por demais, pois a autora foca no amor, nada além do amor, mostra que ele pode superar, raça, gênero, cultura, tudo.
"-Às vezes, mãe, não sabemos mais nem quem somos, e precisamos nos unir a quem não sabemos quem é para nos resgatar."
Admirei muito a autora pela coragem de escrever esse livro, pois hoje em dia, o mundo está cheio de tabus e preconceitos, paradigmas que a autora consegue quebrar com esse livro, por isso a nota sem dúvidas é 5!!


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